quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cá pra nós...

E ainda querem que o Fórum volte pra cá!
Caras de pau!
Eu mesma não quero que volte!

Imaginem chegar aqui movimentos sociais do mundo inteiro, e tomarem pau da brigada como a gente toma.

E a gente ainda tem que ouvir na câmara de vereadores um representante do povo como o vereador Luis Bras, diser que o fórum não tem nada de bom, que só tras marginais vendedores de drogas pra cidade!

Da uma olhada na declaração do cara:

FÓRUM IV – Luiz Braz (PSDB) afirmou que a única coisa que o contrariava no Fórum Social Mundial é que grupos de opiniões diferentes da dos organizadores não estariam podendo participar( DE CERTO ELE QUERIA QUE NO FÓRUM A DIREITA TIVESSE VOZ. COMO SE JÁ NÃO TIVESSE O SUFICIENTE EM DAVOS!).Também falou do problema do consumo de drogas durante as edições do evento na Capital: "Uma das barracas instaladas era de distribuição de drogas, esse foi um problema sério".
( QUERIA SABER ONDE FICA ESSA BARRACA!
FALA SÉRIO,DROGAS GRÁTIS, PAGAS COM DINHEIRO PÚBLICO, E NINGUÉM ME AVISA!?)

A todos aqueles que lutam e sonham.


Isso ai é um dos showsinhos de demonstração de força e poder da brigada de POA!

Filhos da puta né?
Foi o que eu disse pra um deles...
Enfim...

Uma manifestação pacífica, com faixas, e apresentações de teatro, e os malditos chegaram já dando de espada em todo mundo, inclusive nas pessoas na rua que estavam esperando o onibus, e dentro dos bares.

Vários estudantes do Rubem Berta estavam participando de sua primeira manifestação!

Conseguimos que mais de 50 estudantes dessa comunidade se deslocassem até o centro, com instrumentos musicais e cartazes, muito felizes e organizados!

Era a primeira vez que lutavam de verdade por algo que achavam justo!

Muitos deles apanharam muito, inclusive uma professora.
Como muitos deles eram muito pequenos, a maior parte não irá participar novamente desse tipo de ato.

Graças a nossa governadora cavala, muitas pessoas perderão o senso de defesa de seus direitos, e irão para casa, tentar acomodar sua luta diária as limitações que a vida impõe, como se fosse natural e justa a exploração que sofrem!

Nós sabemos muito bem que muitos dos nossos representantes acham justo inclusive tirar o direito de isenção da passagem para idosos e deficientes, e acabar com passe livre em dias de vacinação!

Nós sabemos que, mesmo que a Luciana Genro, o Pedro Ruas, a Fernada Melchionna, e todos os parlamentares que defendem nossos direitos, vão até nosso amado prefeito José Fogaça, pedir o congelamento das passagens, ele não irá fazer isso!
O interesse do nosso prefeito é pagar as dívidas de campanha feitas com as empresas de ônibus.

Num momento como o que vivemos, em que passamos por uma crise mundial sem pressedentes, onde milhares são demitidos todos os dias, e os que não são tem seus salários cortados a metade para garantir o lucro dos empresários, é inaceitável um aumento de passagem!

Eu sou estudante, assim como 90% daqueles que se manifestam de verdade contra esses aumentos abusivos.

E eu como estudante pago meia passagem.
Apesar disso, o prefeito acha que, aos domingos, estudantes não tem o direito de sair de casa!
Pelo que sei, com o ótimo advento tecnológico do TRI, logo logo serão controladas cada passagem que eu uso, para que somente duas por dia sejam metade do preço.
Afinal, eu uso somente duas para ir de fato a aula, né?!

Um absurdo acharem que estudantes só são estudantes quando vão a aula!
Estudantes são estudantes o tempo todo,
É uma condição de ser, e não um cargo que se exerce algumas horas por dia!

Gostaria de saber onde estão aqueles que lutaram desde 1940 pela meia entrada estudantil, como a minha avó!

Por que é que não estão nessa luta conosco?
Por que não vão para rua como faziam quando eram jovens, para lutar por seus direitos?
Por que ficaram velhos demais para isso?

Ontem, na votação do Comtu,conselho que define o aumento da passagem, para que depois seja homologado pelo prefeito, o representante dos aposentados se absteve na hora de votar contra ou a favor do aumento!

A UMESPA, que técnicamente deveria ser a representação dos estudantes no Comtu, deu a seguinte declaração:
- Os estudantes votam a favor!

Gostaria de saber por que os trabalhadores, aqueles que ganham uma merreca de salário, e deixam de comprar 8 litros de leite por mês para pagar o valor de duas passagens por dia, não estão nessa luta conosco!

E isso não é uma reclamação não, pois eu entendo muito bem a vida dessas pessoas, e tudo que elas põem em risco ao se manifestar, o perigo que correm ao colocar-se contra seus patrões!

Sei muito bem o nivel de consciencia das pessoas, que na maior parte das vezes nem sabe que tem o direito constitucional de mostrar o que pensam, inclusive no meio da rua, e não somente na hora da eleição, quando nosso atual prefeito, por exemplo, contrata grandes empresas de marketing, gastando milhões em dinheiro público, para fazer com que as pessoas o vejam como um grande líder, bondoso e caridoso com os menos favorecidos.

Isso não é uma reclamação não!
Isso é um chamado!

Não quero chamar a população para apanhar da brigada militar comigo!
Quero que todos aqueles que se sentem agredidos com o que pagam de impostos, de juros, e de passagem, mostrem sua indignação!

Somente a mobilização popular pode mostrar os verdadeiros interesses daqueles que são atingidos no bolso com esse aumento!

Problemas coletivos precisam soluções coletivas!
Somente juntos podemos fazer diferença!

E se não lutarmos, se nada falarmos, alguém falará por nós,
E com certeza não será em nosso favor!

Sexta-feira, 30/01/2009, o prefeito irá assinar ou não o aumento da passagem, que começará a vigorar a partir do dia 01/02, com o valor de R$2,30.
A passagem mais cara do Brasil.

Sexta-feira, 30/01/2009, ás 17h, no largo Glênio Peres, uma manifestação acontecerá novamente, chamando a população a dizer ao prefeito que não quer pagar mais para trabalhar, e estudar!
Que não queremos encher o bolso dos empresário com o nosso dinehiro suado!

Espero todos lá!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Um tanto bem maior!


O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai,

Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é a cédula mãe solteira.

Acordes em oferta, cordel em promoção
A Prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação.

(E quando o nó cegar

Deixa desatar em nós,

Solta a prosa presa

A Luz acesa

Lá se dorme um Sol em mim menor!!)

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai,

A porcentagem e o versorifa, tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão.

Meu museu em obras, obras em leilão
Atalhos, retalhos, sobras
A matemática da arte em papel de pão.


Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior!!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Miedo

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como un laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinhoD
e perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão

O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá

Miedo... que da miedo del miedo que da

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O AMOR


O amor não termina, o amor é abandonado.

Deixa-se de cuidar dele, de alentá-lo, de provocá-lo.
É largado de lado, como uma bicicleta que perde o fio luminoso das correias.



A bicicleta continua na mesma garagem, mas há preguiça de consertá-la.
Qualquer um vive sem a bicicleta, recorre ao carro, ao ônibus, ao trem, às próprias pernas. Mas não existe como apagar a sensação dos cabelos voando para trás em uma lomba, a vertigem da alegria.


O amor é insubstituível, ainda assim é possível fingir que ele não existe.

Ninguém deixa de amar, e me arrisco ao fazer essa afirmação.
Deixa-se, entretanto, de alimentar o amor.

O corpo se condiciona a jejuar.
O corpo aceita o que damos a ele.

O corpo é um indigente. Acostuma-se a receber esmolas quando poderia trabalhar para se sustentar.


É um faz-de-conta.

Mais fácil acreditar que acabou o amor do que resolvê-lo, do que arriscar as aparências.
As pessoas, muitas vezes, se preocupam em dizer que estão felizes, em provar que estão felizes, do que em aceitar a espontaneidade das relações.

Os erros espontâneos das relações.

As virtudes espontâneas das relações.

O amor não depende de provas.
Ele é invisível, pede somente que sejamos visíveis por ele.
Quando é amor (e não atração ou carência) não há como enterrar.
Ele fica pairando sobre as fotografias, os costumes, os nomes das coisas e dos lugares, pronto para falar.

Amor verdadeiro manda na gente. Por isso, não se explica o fim dele.
Quem ama pode até se enganar para continuar vivendo, mas viverá recalcado e confuso.

O amor não depende do que é certo ou errado, do que é normal ou direito, escapa ileso do julgamento.

Ele permanecerá dentro, com a argola pronta para ser puxada.

Ainda que seja uma granada ou uma aliança.

O amor é a linguagem que se criou para nomear o mundo.
Como fugir da linguagem fundada por dois amantes em segredo?

O amor não precisa morrer para se reencarnar.
Conheço casais que viveram separados por anos e, sempre que se encontram, tremem de susto por um beijo ou uma aproximação.

Vão viver à espera de uma coincidência. Que triste, né?

O amor não renasce, nós que renascemos para ele.
Vive-se para se proteger do amor, a verdade é esta, dura e particularmente impessoal.


Somos educados a reprimir o amor, a não deixar que ele entre, porque ele incomoda e desarticula.
Somos educados a dizer não às verdades, a deixar para depois, a pensar primeiro na estabilidade financeira.

Não esqueço uma lição da minha avó. Ela lia os obituários do jornal. A primeira seção que consultava. Observava com atenção a história e as fotografias dos falecidos para encontrar semelhanças com a sua.

Um dia perguntei porque ela fazia isso. Respondeu:

"para ficar com medo da morte ao invés de ficar todo o tempo com medo da vida".



Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sabes?


Que direi eu, no final de tudo, sobre as árvores?
Suas folhas,
Passarinhos,
E o Sol?

Que direi eu sobre as casas,
as pessoas?

Que faria com vocês?

Que escreveria eu da minha percepção do mundo,
Das minhocas,
Dos livros,

Do amor?

E se me chegasse , de repente, o momento da morte,
Que diria eu sobre as estrelas?

domingo, 18 de janeiro de 2009

Outra vez...

Perdi as chaves,
denovo....

Como é que pode essas chaves sairem a dar bandinhas por ai sem me avisar?!