quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Cuba Libre!
Atualmente, a maior ilha das Antilhas não esconde a satisfação de manter vivos os princípios de sua revolução e de abordar com eles os novos desafios políticos, sociais e econômicos desse início do século XXI.
O desenvolvimento da medicina permitiu-lhe converter a venda desses serviços em sua principal fonte de divisas. Mas o turismo, que atualmente contribui com cerca de 2 bilhões de dólares por ano, avança decididamente para se tornar o principal motor do crescimento.
Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Cuba é o país da região com a maior proporção de mulheres em seu Parlamento, 43%; é a sociedade com a menor taxa de analfabetismo, de 2,1%; tem a menor taxa de mortalidade entre crianças menores de cinco anos, 6 por cada mil nascidos vivos; tem em média um médico para cada 150 habitantes - o país que se segue é o Uruguai, com um para 235 -; registra uma taxa de desemprego praticamente inexistente e os seus habitantes têm uma expectativa de vida que aumentou de 59,5 anos, em 1955, para 78,6 anos, hoje.
Frente ao vendaval que abalou o mundo capitalista em 2009, com sua pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, a economia cubana foi quase uma exceção na América Latina e no Caribe. O produto interno bruto per capita aumentou 1%, enquanto a média para a América Latina diminuiu 2,9% e, no Caribe, a contração foi de 2,7%, segundo indica a mesma fonte.
Em 19 de outubro de 1960, quando o Departamento de Estado dos EUA ordenou o embargo comercial e econômico para afogar a ilha, sua revolução e suas aspirações libertárias, a economia cubana dependia em 80% da norte-americana. Desde então, até hoje, cada um dos mais de 19 mil dias transcorridos foi um triunfo para Cuba e seus habitantes. Em quase 52 anos já passaram 11 presidentes republicanos e democratas pela Casa Branca nos Estados Unidos, sem que nenhum tenha se atrevido a levantar o embargo, apesar de seu óbvio fracasso.
Mas talvez a situação mais crítica para a revolução cubana não tenha sido provocada pelos EUA. Veio do colapso da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e seus aliados do Leste Europeu, a principal fonte de apoio energético e de intercâmbio comercial de Cuba. A União Soviética deixou de existir oficialmente em 21 de dezembro de 1991 e, com isso, o fornecimento de petróleo e gás para a ilha caiu a níveis mínimos.
Em 1993, o consumo de energia em Cuba foi 48% inferior ao de 1990 e representava a metade do valor registrado em 1985. Por sua vez, a economia da ilha caiu 32,3% entre 1990 e 1993. Neste contexto, deu início a um drástico programa de austeridade econômica e arrocho de energia em que toda a população participou.
Sem o apoio do antigo bloco socialista, a revolução cubana se viu novamente ameaçada. Em um esforço extraordinário, o chamado período especial durou mais de uma década, em que não faltaram agressões perpetradas por grupos terroristas sediados em Miami, na Florida. Até que, em 2004, a economia da ilha alcançou a mesma dimensão que tinha em 1990.
Atualmente, a magnitude da produção de bens e serviços da economia cubana é 38,5% maior que a alcançada há seis anos. Seguramente por isso, um muro no setor Miramar de Havana proclama hoje: "Quando o impossível se torna possível, isso é a revolução".
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
prefácio de algo melhor no futuro...
To cansada, estressada, magoada, e mesmo assim sorridente.
Acho que esse é o segredo...sorrir sempre.
Isso confunde as pessoas.
E quando se está em meio a uma campanha eleitoral, manter-se simpático é um grande desafio.
Haja estômago para ouvir os desaforos que as pessoas fazem na rua, achando que estão falando com alguém que é o grande mal personificado de suas vidas. Não entendem que sua raiva é legitima, assim como seu cetisismo, e com certeza eu entendo e tento trabalhar com isso, mas que educação e respeito valem bastante ainda...
Haja estômago para ainda ter que lidar com toda uma vida de contas, problemas pessoais e familiares, amigos que cobram tu não aparecer, não dar bola. Falta de tempo para ler, fotografar, dormir, organizar e limpar casa, corpo, mente....
Haja corpo que sustente, cérebro que filtre, assimile, contabilize e reproduza...
Haja coração na hora da vitória!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
InTer- O!
de Saturno parece ter um ambiente propício para a vida orgânica, mas
também não é certo. Talvez estejamos sós neste canto do Universo. É
pouco provável que não exista vida em algum lugar das trilhões de
galáxias além da nossa, mas estas não nos interessam. Esperamos, isto
sim, que haja organismos que cresçam, se desenvolvam, formem
civilizações e comecem a jogar futebol em planetas teoricamente
acessíveis para que se possa pensar num campeonato do sistema solar.
Senão o INTERNACIONAL não vai ter mais nada para ganhar!"
L.F.Veríssimo.
INTERNACIONAL, CAMPEÃO DE TUDO.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Conheça os candidatos do PSOL!

Por isso, apresentamos os candidatos do PSOL,
Pessoas comprometidas com a justiça, lutadores e coerentes!
Para apresentar nossas candidaturas, faremos uma plenária aberta com Luciana Genro (5050), Roberto Robaina (50000), e Pedro Ruas, onde poderemos mostrar bandeiras e propostas, debater o momento político e nossas impressões dessas eleições.
A Plenária será dia 21/08, ás 17h, na ASSMS: Av. João Pessoa nº 325 fundos.
Espero que possam ir!
Abraços!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Primeiro Programa do PSOL á Presidência do Brasil
Tem pessoas que banqueiro ajuda.
Para todas as outras, existe o PSOL!
http://www.youtube.com/watch?v=MZVhrZQF7_c
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Legalização do Aborto
"É “fantástico” como a Rede Globo, ao longo dos últimos anos, tem cumprido um papel de afirmar e incrementar visões conservadoras na sociedade brasileira de forma geral, e de reafirmar a ideia do aborto como assassinato, em particular. As novelas da Globo têm sido o principal instrumento para veicular esta visão de aborto como crime e taxar as mulheres que o praticam de assassinas.
Não bastasse, esta emissora tem também assumido um papel policialesco, ao produzir reportagens para criminalizar e denunciar o aborto clandestino. Não podemos esquecer que o estouro de uma clínica no Mato Grosso do Sul, no final de 2007, que resultou na exposição pública do nome de dez mil mulheres e na condenação de trabalhadoras e de mulheres que fizeram aborto, foi desencadeada a partir da ação desta emissora, após denúncia feita contra a clínica.
A partir deste episódio, tem se desenvolvido no Brasil uma ação sem precedentes de criminalização do aborto. Inclusive com a proposta de uma CPI do aborto, contra a qual os movimentos têm lutado. Sabemos que a Rede Globo não está sozinha. Ela se articula com o setores mais conservadores da sociedade, que reúne parlamentares e igreja católica, com o intuito de retroceder nos poucos avanços que as mulheres conquistaram na área dos direitos reprodutivos.
Neste domingo, 1º de agosto, o programa Fantástico fez uma reportagem no mínimo revoltante. Em uma ação policialesca, entrou em clinicas clandestinas de Salvador, Belém e Rio de Janeiro para denunciar o aborto clandestino. Como sempre, foram expostas as mulheres pobres e as clínicas que atendem mulheres pobres, marcando assim o caráter de classe da criminalização do aborto. Por que não mostrou as clínicas em que as artistas e celebridades da Globo fazem abortos? Por que não mostrou os médicos as atendem? Ficou claro as mulheres ricas e as artistas da globo ficam preservadas, pois para elas o aborto não é problema, e nem é feito nestas clínicas.
Esta atuação da Globo somente reforça a já emblemática situação de criminalização instaurada no país. Sabemos que o aumento da repressão empurra as mulheres pobres para práticas de aborto cada vez mais inseguras, condenando-as a correr graves riscos para suas vidas, e para sua saúde física e psíquica. Além de não contribuir para reduzir este grave problema de saúde pública, alem de demarcar o lugar de subordinação das mulheres, já que elas não têm o direito de decidir sobre seus corpos e suas vidas.
É preciso lembrar sempre que são as mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, as que mais sofrem com a criminalização. São elas que recorrem à clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar para países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
Ao invés de punição, nós propomos para o Brasil uma política pública integral de saúde que auxilie mulheres e homens a adotarem um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito. Somente a legalizaçao do aborto no Brasil é capaz de reverter a situação dramática da clandestinidade do aborto, que mata, humilha e pune as mulheres que ousam decidir por suas vidas.
Fazemos coro com os movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação para dar um basta nesta postura criminosa, reacionária e autoritária da Rede Globo.
Fora Rede Globo! Basta de violência contra a mulher!
Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!"(MMM)