terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Início do fim
Quanto mais próxima estou do fim desse período, mais cansada me sinto.
Inversamente proporcional é a quantidade infindável de compromissos sociais dessa época.
Meu entusiasmo decaiu...
Não sei o quanto normal pode ser sentir o cansaço de uma semana no correr de um só dia...
Mas, partir de amanhã, ninguém me viu!
Vou iniciar o processo de reflexão profunda do aprendizado adquirido em 2011,
Algo que levará algum tempo, muito descanso,
Algumas cervejas, sol, mar, amor...
Divirtam-se amigos,
Até o ano que vem!!
domingo, 19 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Pior fica, sim!


Cabelinho lambido pra trás, olhos azuis, bonitão,
Valter Nagelstein, Vereador de Porto Alegre e atual Secretário da SMIC, é a prova viva de que cultura, inteligência, simpatia e bom caráter nem sempre caminham lado a lado com a beleza.
Autor de inúmeras atitudes homofóbicas, machistas e xenofóbas, de que todos devem se lembrar, como quando Valter quis impedir um protesto da vereadora Fernanda Melchionna do PSOL a respeito de ataques de Israel á Palestina, Valter já deu o que falar sobre diversos aspectos do seu caráter e de seu comportamento.
Mas, ao contrário do que o nosso Dep. Federal Tirirca gosta de afirmar, pior fica sim, e nessa semana o vereador conseguiu mostrar que o fundo do poço é somente uma imagem ao longe de onde ele pode chegar.
Discutindo com um secundarista através do Twitter, Valter cometeu faltas graves não somente com a verdade, mas também com o respeito, que ele no mínimo deveria ter para com aqueles que ele "representa".
Como bem disse o estudante açoitado por calúnias na internet: "Eu milito para que as pessoas se livrem de parasitas como você!"
Não deixem passar em branco esse tipo de atitude!
Divulguem o ocorrido, e talvez consigamos no futuro realmente nos livrar de parasitas como ele.
Bom final de semana!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Final de ano festivo
Nada demais, somente o necessário para as minhas despesas básicas.
26 mil reais.
Final de ano com pizza e manobras absurdas para não sair CPI da Sec. de Juventude na Câmara de Vereadores de POA,
Com deputados, senadores, e até o presida aumentando seus próprios salários,
O salário mínimo dos servidores perigando ser congelado,
E ainda temos que assitir ao Tiririca feliz da vida de ter recebido aumento no seu primeiro dia de "trabalho" na Câmara Federal.
Acho que esse ano o bom velinho podia oferecer de presente a nós, relés mortais, um vale-paciência.
Ou melhor,
Um vale-revolta...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
CPI da Secretaria de Juventude de POA
" Nesta segunda-feira, dia 6 de dezembro,se publicizou uma crise interna no PDT do RS. A vereadora e Deputada Estadual eleita, Juliana Brizola (PDT), entrou com um requerimento de instauração de uma CPI para investigar a Secretaria Municipal da Juventude, pedindo a investigação da gestão atual e das anteriores, e evidenciando a conduta de um grupo liderado por Mauro Zacher (PTD), ex-secretário da pasta e também ex-presidente do DCE da PUCRS, acusado pelo MP de irregularidades na contratação de empresas terceirizadas como a Fulbra e Fundae (indiciada no escândalo do Detran), que envolveriam 11 milhões de reais PROJOVEM.
Este escândalo não pode ser ignorado e abafado.
Nós, estudantes e jovens, devemos exigir que seja esclarecido para onde foi o dinheiro público que é destinado ao PROJOVEM e que os culpados sejam punidos. Sabemos que muitas quadrilhas são formadas dentro de Universidades, Governos e Órgãos Públicos e isso não pode continuar.
Convido a todos e todas para Ato Público na escadaria da Câmara Municipal de Porto Alegre, na quarta-feira, dia 15 de dezembro, às
Sayuri Kubo
Coordenadora-geral do DCE da UFRGS
2010/2011 - UFRGS Pública e Popular "
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Em defesa dos Direitos Políticos de Luciana Genro

O ato jurídico-político ocorrerá em 6 de dezembro, às 18h30min, no auditório da Faculdade de Direito da Ufrgs (Av. João Pessoa, 80 – Centro), em Porto Alegre.
Entrevista com Dep. Estaudal do RJ, Marcelo Freixo, do PSOL. (o Dep. Fraga do filme "Tropa de Elite 2")
- A favela é a mão de obra barata. É a barbárie - diz o deputado, elencando a Baia da Guanabara e o Porto como locais onde há o tráfico de armas e onde lucra o crime organizado.
Crítico da política de segurança pública do Rio, Freixo afirma que as reclamações dos moradores dos morros questionam a presença da polícia, comparando à ausência de políticas sociais, postos de saúde e escolas. Para o deputado, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) visam atender as necessidades de uma cidade que será Olímpica em 2016:
- As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. (...) A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor - afirma.
Freixo foi presidente da CPI das Milícias, que investiga a ligação de parlamentares com grupos paramilitares. Por conta disto, o deputado chegou a ser ameaçado de morte. Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Terra Magazine - O senhor é conhecido pelo combate às milícias. Em alguma medida, esses ataques podem interferir no comportamento delas?
Marcelo Freixo - Esses ataques não tem nada a ver com milícias, são reações às UPPs, que não atingiram as milícias em nada. Não há nenhuma área atingida pelas milícias que tenham sido ocupadas pelas UPPs. Pelo contrário.
Sobre esses ataques...
Esses ataques são do varejo da droga, que é muito menos organizado do que se imagina. Representam o crime da lógica da barbárie, da violência. Não são pessoas que têm referência com o crime organizado, porque a organização não faz parte de sua cultura de vida. É a barbárie pela barbárie. Então, os ataques não vêm do crime organizado, que deve ser enfrentado de uma
outra forma.
Que forma?
Se quiser enfrentar o crime organizado tem que ir para a Baia da Guanabara que é por onde as armas entram. Aí, sim. Ali tem a operação financeira do crime organizado para o tráfico de armas. Isso não se enfrenta no Rio de Janeiro.
O senhor afirma que se trataram de atos bárbaros, sem uma organização. Mas esses ataques estavam sendo comandados pelo Comando Vermelho e pelo Amigo dos Amigos.
São facções da barbárie. É o crime organizado dentro das cadeias. São grupos que só são organizados de dentro das cadeias. Muito mais dentro do que fora. O crime organizado é onde tem dinheiro e poder, que não é o caso das favelas, onde fica a pobreza e a violência. A tradicional política de segurança do Rio, perpetuada há 11 anos, enfrenta as favelas com uma ação letal. Em 2007, o mesmo governo (Sérgio) Cabral entrou no Complexo do Alemão, matou 19 e saiu. Como está o Complexo do Alemão hoje? Igual. Esse tipo de ação é muito ineficaz. Se é para enfrentar o crime organizado, tem que ser onde ele lucra, que não é na favela. A favela é a mão de obra barata, e é a barbárie. É preciso ir à fonte do financiamento e aonde passam as armas. Essa é a escolha polít ica que até hoje o governo Lula não fez.
Como o senhor avalia a implementação das UPPs?
As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. O Estado, portanto, retoma - militarmente - este território. A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor.
No morro Dona Marta, por exemplo, moradores reclamaram bastante da truculência policial durante a ocupação das UPPs.
Em todas as áreas de UPPs existe muita reclamação, e hoje em dia isso vem aumentando. A maioria das queixas são causadas pela agressividade policial, não necessariamente agressão física, ma s pela atitude, ou abuso de autoridade. Outra reclamação recorrente é que só polícia chegou a esses morros.
Como assim?
Só chegou polícia e não investimentos sociais. E é claro que não só de polícia a favela precisa. Uma coisa é enfrentar a barbárie, outra coisa é o fator que mantém aquela favela ali. As pessoas precisam de direitos. Não adianta levar a polícia e não levar a escola, o posto de saúde, o saneamento. Isso vai gerando um desgaste para a própria polícia também.
Dentro desse cenário que o senhor chama de "barbárie", e somando a ele esses ataques recentes, o senhor acredita que fica de ônus ao morador da favela?
Esses momentos reforçam o processo de criminalização da pobreza no Rio, o que é muito perigoso. Hoje, todas as operações policiais no Rio acontecem nas favelas. Todas. Não há nenhuma na Baia da Guanabara, nem no Porto, que é por onde entram as armas e onde funciona - verdadeiramente - o crime orga nizado. Então, reforça-se esse processo de criminalização das áreas pobres.