quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Racismo é Crime!
Eu já havia publicado anteriormente em meu blog notícias de suas declarações maldosas, que vocês podem ver aqui e aqui .
Dessa vez, em um programa com ibope um pouco mais alto do que a tv do congresso, o defensor da tortura, prisão e assassintato de presos políticos, e apoiador da Ditadura Militar, que relembramos com pesar neste mês de março, deu declarações que talvez possam finalmente tira-lo de cena. Isso se ainda nos apoiarmos na nossa constituição, que diz que racismo é crime.
O CQC é um programa de humor duvidoso, que tem como prática "chineliar" pessoas para ter piadas para contar. Apesar disso, cumpre um importânte papel ao denunciar políticos podres que ainda percorrem os corredores do congresso nacional.
O Dep., apoiador da tradição família e propriedade, praticamente chamou Preta Gil, filha do Gilberto Gil, de promíscua. Disse que seus filhos não se casariam com negros pois não foram criados em ambientes de promíscuidade.
Preta Gil já acionou seus advogados, e esperamos que em breve o asqueroso deputado tome seu lugar nas fileiras do xilindró!
Para ver o vídeo do programa em que ele faz essas declarações:
http://www.youtube.com/watch?v=uWRUhsfWeIg
segunda-feira, 28 de março de 2011
Arruda assume e explica sistema de corrupção para Veja Online
Diante da pergunta – o senhor é corrupto? - Arruda forneceu a seguinte e espantosa resposta: "infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas idéias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso".
A entrevista explosiva na "Veja Online", estranhamente, não apareceu na edição em papel da revista. Os grandes jornais tocaram no assunto em páginas secundárias e notas pequenas. Entre os acusados de participação direta no esquema estão os presidentes anterior e atual do DEM, o presidente e o secretário geral do PSDB, além de cabeças coroadas destes e de outros partidos. Ninguém, nos partidos da ordem dominante, protestou indignado. É a lei do silêncio que decorre da "naturalização" da maracutaia.
Delúbio Soares, ex-tesoureiro e figura central do mensalão do PT, outro especialista na arrecadação de "recursos não contabilizados", também apareceu no noticiário desta quaresma tão farta de desastres. A julgar pelas declarações de altos dirigentes do PT e até de ministros do novo governo, ele se prepara para voltar ao ninho antigo. Será a volta do filho pródigo, portador de habilidades especiais no "jogo que se joga na política brasileira".
Gilberto Kassab, originário do malufismo, secretário do Pita e posto onde está pelo bico tucano, foi outro freqüentador assíduo no noticiário da quaresma. Apesar de colega do Arruda no abastecimento dos mensalistas do DEM, ele não foi filmado e ainda não foi preso. Carisma zero, sempre montado em máquinas de governo, ele agora é fundador de partido. Não fosse ele o prefeito de São Paulo, titular do terceiro orçamento da nossa rala república, não teria cacife para tal empreitada. Como a sigla PDB, partido da burla, explicitava por demais o conteúdo, mudaram o rótulo da manobra. O PSD, partido dos saídos do DEM, é um escárnio, mais um cambalacho explícito no jogo pequena política.
Três figuras emblemáticas do momento atual, marcado pelo eclipse da grande política e pela conseqüente apoteose da politicalha. A grande política é aquela que trata das estruturas sociais e emana da livre manifestação de seus conflitos. As grandes questões sistêmicas, o embate entre projetos políticos que buscam espaços de legitimação, a emergência de movimentos e líderes que galvanizam o ativismo cidadão. A pequena política, pelo contrário, não cuida de nada disso, ela opera nos limites da conjuntura e gerencia o ocaso e as rotinas do continuísmo.
É duro, mas inevitável, constatar. Estamos vivendo, no Brasil de hoje, um interregno trevoso, marcado pela hegemonia absoluta da pequena política. Uma tristeza. Áreas de sombra se avolumam sobre as instituições. O Executivo barganha cargos de "petequeiros"; o Parlamento chafurda na política de negócios; e o vértice supremo do Judiciário toma partido dos "fichas sujas". Os grandes financiadores de campanha, sempre protegidos, são os grandes beneficiários do modelo dominante. A malha de cumplicidades que articula os partidos da ordem com os pontos fortes da economia é o que sustenta o reino da pequena política.
Rio, março de 2011.
Léo Lince é sociólogo e mestre em ciência política
sexta-feira, 25 de março de 2011
ESQUINA DEMOCRÁTICA E ECOSSOCIALISTA
O PSOL defende a manutenção da atual legislação do Código Florestal Brasileiro, Lei 4771/65. Criticamos a descentralização da legislação para Estados e Municípios, a diminuição dos limites das áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal e também a proposta do relator (Aldo Rebelo) de diminuir a proteção das margens dos rios e córregos de 30m para 7,5m.
Destaca-se que o Relatório anistia os crimes ambientais, como desmatamento de grandes áreas no Norte e Centro Oeste do País, bem como o desrespeito à Reservas Legais e Áreas de Preservação que foram arrasadas pela ganância dos grandes latifundiários do país.
Na próxima segunda-feira, dia 28, às 11:30, estaremos na Esquina Democrática, como já é de costume do partido, para conversarmos com os moradores da cidade e distribuirmos material sobre a reforma com esclarecimentos e nossas posição sobre o criminoso relatório para a construção de um novo Código Florestal, que pelo que conhecemos tem a cara da bandidagem do latifúndio e dos "modernos" desenvolvimentistas.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Política Suja!

Retirado do sítio http://acertodecontas.blog.br/politica/sujou-geral-a-politica-brasileira/
A decisão proferida, ontem, pelo STF à respeito da Lei do Ficha Limpa sujou geral a política brasileira. Não apenas do ponto de vista ético, pois vários políticos fichas sujas retornam à cena fortalecidos, mas também do ponto de vista da segurança jurídica/eleitoral brasileira.
O resultado no STF foi de 6×5, graças ao voto do recém-nomeado ministro Luiz Fux, que desempatou a votação realizada ano passado (acho que em setembro) quando a suprema corte se encontrava com apenas 10 membros, após a aposentadoria de Eros Grau.
Ainda não se sabe o tamanho do impacto que o adiamento da aplicação da lei terá nas casas legislativas do país. Um sem-número de candidatos fichas sujas concorreram sem registro no ano passado. O que por si só já é um absurdo. Muitos ganharam no voto, mas foram barrados na hora da diplomação. Agora, terão direito a assumir os mandatos, tirando da cadeira os fichas limpas que tomaram posse em janeiro último.
Casos notórios de políticos barrados como os ex-governadores Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), João Capiberibe (PSB-AP) e o limpezíssima Jáder Barbalho (PMDB-PA) agora serão revertidos por seus advogados.
Vejam como votaram os ministros do STF sobre a aplicação imediata do Ficha Limpa para as eleições de 2010:
terça-feira, 22 de março de 2011
O novo Código Florestal
Este tema, apesar de muitissimo importante, tanto no debate de como ampliar a defesa do meio ambiente, quanto em relação a proposta de Aldo Rebelo para o novo código, não está sendo discutido com a população, e é impressindível que os movimentos sociais de todas as áreas e esferas se familiarizem do debate, pois as consequencias da aprovação da proposta de Aldo Rebelo não se restringirão aos espaços rurais, mas também afetarão nossas vidas de diversas formas até mesmo na área urbana.
"O novo Código Florestal tornou-se polêmico por propor um corte na proteção ambiental do país. Anistia para quem cometeu infrações ambientais, isenção de pequenas propriedades de refazerem as reservas desmatadas, redução da faixa mínima de mata ciliar que deve ser preservada à beira de cursos d’água, estão entre as medidas. Proíbe novos desmatamentos por um prazo de cinco anos, algo difícil de cumprir uma vez que a política do fato consumado (tipo: “desmataê, que depois a gente muda a lei e perdoa tudo”) já mostrou que é o forte por aqui. Na toada atual, o novo Código deve ser aprovado, não com o texto do relator Aldo Rebelo, mas com uma solução negociada – o que, tudo indica, será péssimo mesmo assim. Por exemplo, sabe as metas de redução de emissão de gases causadores de efeito estufa, alardeadas pelo país lá fora? Então, vão para o beleléu."
(trecho do sítio http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/depois-do-codigo-florestal-a-clt.html)
Para quem serve o novo Código Florestal?
