segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Marcelo Freixo sairá do Brasil por ameaças de morte

As milícias têm poder e são ainda maiores por estarem atreladas ao estado.

O filme Tropa de Elite 2 é Real!

É inadmissível que depois de matarem uma juíza, ameacem matar um parlamentar e Cabral e a prefeitura não fazerem nada!

Quantas outras pessoas mais morrerão antes de eles serem detidos?

Patricia Acioly recebeu várias ameaças e nada foi feito. O poder público é reativo e inoperante.

É muito importante que se busque deter o poder econômico e territorial desses grupos. Só as prisões não vão resolver.

#forçafreixo

É Primavera!

Para colorir a UFRGS que queremos, somente com um DCE FORTE E INDEPENDENTE de governos e reitorias!

Por uma UFRGS PÚBLICA E POPULAR!

Pela Ampliação e Manutenção das cotas étnico-raciais e sociais!


Pela Paridade na UFRGS JÁ!


10% do PIB para Educação Pública JÁ!


Mais assistência estudantil e melhor infra-estrutura!

Vem com a gente COLORIR A UFRGS QUE QUEREMOS!
É PRIMAVERA, GENTE!


VOTE CHAPA 1


Saiba mais em: Primaveria UFRGS
e aqui veja nosso material

terça-feira, 18 de outubro de 2011

eLeIçÕeS CeCs: É HoJe! jÁ DeCiDiU TeU VoTo?



É hoje, colegas!

Hoje e amanhã, no Camus do Vale, das 13h às 22h, ocorrerá a eleição para o Centro Acadêmico das Ciências Sociais da UFRGS.

Gostaríamos de dizer aos colegas que esta eleição e principalmente esta última semana de campanha foi muito gratificante para nós.

Somos uma chapa composta por muitos estudantes novos, com muito gás, iniciativa e vontade para fazer dar certo o crescimento do CECS e do nosso curso.

Queremos agradecer a todos que nos apóiam, que realizaram o debate com seus colegas e amigos e que certamente irão construir conosco a gestão de 2012.

Procuramos fazer o debate focado em idéias e propostas, sem cair nas armadilhas do debate de baixo nível sem argumentação que vemos ser realizado em alguns espaços na internet. Reivindicamos o bom trabalho da gestão anterior e fazemos o balanço dos problemas que tiveram, como por exemplo a dificuldade de ter colegas com disponibilidade para deixar aberto o espaço do CECS recém conquistado pela gestão no segundo semestre de 2011, debatendo com os colegas em sala de aula a criação de mecanismos para contornar esta e outras dificuldades. Foi assim que criamos a idéia das Coordenadorias Temáticas, por exemplo. E é a partir dessa forma de organização do CECS que iremos buscar a participação dos colegas.

Acreditamos que o debate de ontem mostrou que estamos preparados para realizar um bom trabalho. Sabemos quais os interesses dos diversos colegas do curso, sabemos onde e como buscar a concretização destes interesses, não nos prendemos a fazer críticas, apresentando propostas e fazendo o balanço da gestão, mostrando que somos um grupo coeso, articulado e respeitador na política.

Saudamos este momento democrático que vivemos hoje no Movimento Estudantil das Ciências Sociais, mesmo com a ação de alguns colegas desrespeitosos que de forma vândala roubaram os cartazes de todas as chapas, mostrando que mesmo no nosso curso ainda existem colegas que não estão abertos ao debate de idéias, o que é uma pena.

Este processo e o debate que aconteceu ontem só são realidade por que os estudantes viram a necessidade de construir um Centro Acadêmico, organizando um estatuto.
Em função do imobilismo de uma autogestão a muito desarticulada, não tivemos Semana Acadêmica em 2010.

Neste contexto, surge um novo movimento a partir de uma necessidade real. A chapa 1, atual gestão do CECS, venceu com 142 votos a chapa 2, mesma chapa 2 das eleições deste ano, que teve 16 votos.

Assim, em 2011 levamos a bandeira do CECS para as mobilizações pela melhoria da Infraestrutura do IFCH ( junto dos colegas do CHIST, CAP, Cadafi), ao Comitê Contra o Aumento da Passagem, e até à Santa Maria, onde aconteceu o Encontro Regional dos Estudantes de Ciências Sociais. É claro que não paramos por aí: A Semana Acadêmica de 2011 mostrou que os estudantes de Ciências Sociais podem ir além das fronteiras e discutir a América Latina. Reconquistamos o espaço do CECS que a 20 anos não era nosso, conseguindo em parceria com o DCE que a nossa querida Clê do xérox permanecesse na universidade.

Com isso, é preciso que tenhamos a clareza de que este debate é um debate de concepção de mundo, de concepção de Universidade. É, sobretudo, um debate de idéias. Idéias estas que coordenarão nosso Centro Acadêmico durante todo o ano de 2012.

A UFRGS hoje passa por diversos processos. O número de alunos negros e índios vêm aumentando, e precisa aumentar ainda mais, por isso devemos estar presentes na rediscussão das cotas! Mas com o crescimento do número de alunos, as salas de aula também devem aumentar, mais turmas devem existir e a nova Biblioteca do Campus do Vale deve ser tirada do papel, mesmo que seu projeto tenha que ser disputado pelos estudantes. Não podemos deixar que seja visto como um mero presente do reitor em época de eleição.

Temos que discutir paridade nos espaços de decisão, pois só assim teremos possibilidade concreta de buscar uma reitoria que represente as demandas do estudantes, aumento do valor e ampliação das bolsas (para termos alguém liberado para abrir o CECS, por exemplo), discussão do currículo, cadeiras e horários, cursos noturnos, infraestrutura, creches, biblioteca, casa do estudante...Ufa! São muitas as pautas que temos que tocar.

Estamos dispostos e somos otimistas, pois sabemos que é lutando que estas conquistas serão alcançadas, e nós não temos medo de bater de frente com quem quer que seja para defender os direitos dos nossos colegas!

Espero que este processo tenha valido a pena para vocês tanto quanto para nós, e que hoje e amanhã os colegas tenham plena tranqüilidade de

VOTAR CHAPA 1 PARA O CECS 2012!

QUE OS CIENTISTAS SOCIAIS VOLTEM A SER PERIGOSOS!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Você sabe o que vai acontecer no mundo dia 15 de Outubro?

Chamado para o 15.o

Com o intuito de unir os indignados do mundo e exigir uma sociedade realmente democrática, os espanhóis da plataforma Democracia Real Ya estão convocando pessoas do mundo inteiro para participar do Dia Mundial de Acampamentos em Praças, que acontece no próximo dia 15 de Outubro. Em Porto Alegre e em várias outras cidades do Brasil, esse chamado foi atendido pelo movimento JUNTOS!, que em parceria com outras entidades, já está trabalhando na organização do acampamento.

Desde o começo desse ano, a partir das mobilizações populares que ainda estão em curso na Tunísia e no Egito, a revolta com o mundo em que vivemos se disseminou para outros países do globo. No mundo árabe, isso se expressou a partir da luta contra as ditaduras que oprimiam a população. Na Europa, ganhou cada vez mais força como resposta às políticas de retiradas de direitos da população e o alto índice de desemprego da juventude. Na América Latina, milhões de chilenos saíram às ruas em defesa de uma educação gratuita e de qualidade. No Brasil, cresce a indignação com a precarização da vida, a inflação, o endividamento das famílias e crescem também as lutas por educação, transporte e moradia. A “apatia” dos brasileiros está dando lugar a uma onda crescente de mobilizações. Começou em Jirau nas obras do PAC, passou pelos bombeiros do Rio, pelos atos do fora Ricardo Teixeira, chegando à ocupação de Reitorias de Universidades pelo país todo. Mais recentemente, acompanhamos a greve dos técnico-administrativos das Universidades Federais, dos Correios e, agora, dos bancários.

Democracia Real para acabar com os privilégios dos banqueiros e dos políticos, para acabar com a corrupção seja no futebol, seja na política. É preciso acabar com as desigualdades sociais, a miséria e o descaso com grande parte do povo. É necessário que se ampliem os meios de participação da população em todas as decisões fundamentais dos seus países.

Todas essas demandas, que extrapolam os limites das fronteiras de cada país, agora irão convergir em um só dia, em um só tema. Em homenagem à iniciativa dos espanhóis, que ocuparam a Praça Porta do Sol no dia 15 de maio desse ano, gritando a uma só voz “Não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros!”, o mundo agora se une para protagonizar um momento que certamente será histórico: ocupar as praças do mundo todo por DEMOCRACIA REAL JÁ!

No dia 15 de Outubro, a partir das 13h, todos que quiserem participar desse acampamento se encontrarão no Monumento Expedicionário, na Redenção. Depois seguiremos em caminhada até a Praça da Matriz, lugar onde será montado o acampamento dos indignados. Durante o dia, irá ocorrer uma intensa programação cultural, com oficinas, rodas de debate e pocket shows. No domingo pela manhã, o movimento voltará em passeata para a redenção, para encerrar o ato.

O Músico Tonho Crocco que há pouco tempo se indignou publicamente com o aumento do salário dos deputados do Rio Grande do Sul já confirmou presença no acampamento. Inclusive gravou um vídeo para a divulgação.

15.o: Democracia Real Já!



Na Espanha, milhões de jovens indignados saíram às ruas e fizeram um chamado:
- No dia 15 de outubro, ocupem as praças do mundo por DEMOCRACIA REAL JÁ!

Nós aqui em Porto Alegre nos concentraremos às 13h na Redenção, em frente ao monumento ao Expedicionario e depois iremos até a Praça da Matriz onde vamos acampar. Vamos mostrar nossa indignação com muita cor, barulho, arte e protesto.
Vamos construir Juntos e Juntas o coro dos INDIGNADOS!

Se tu mora no interior e não tem condições de fazer um acampamento, te joga pra PoA e vem acampar com a gente!

http://www.youtube.com/watch?v=147QzJwlXKo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

10 Motivos para Boicotar o ENADE

O ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) faz parte do SINAES - Sistema Nacional de Avaliação das Instituições de Ensino Superior, proposto pelo atual Governo Federal, que substitui o modelo de avaliação adotado pelo antigo Governo. A estrutura do ENADE contém componentes absurdos abaixo listados, o que justifica a proposta de biocote por algumas entidades.

Lembrando que o boicote significa assinar a prova e deixar a prova em branco, colando ou não o adesivo. É obrigatório que o estudante compareça no dia e horário da sua prova.

1. Ranqueamento - O ENADE, a exemplo do Exame Nacional de Cursos, antigo Provão), realiza o categorização das universidades em 5 níveis. Sendo assim, os resultados do ENADE seriam utilizados como propaganda para o mercado, enfatizando uma visão mais produtivista do ensino em detrimento do seu papel social (identidade social da Universidade).

2. Obrigatoriedade - Torna-se um componente curricular obrigatório do estudante a realização do exame. Dessa maneira, todos os estudantes convocados devem estar presentes no local da prova, caso contrário, constará no seu histórico acadêmico a sua irregularidade. Muitas faculdades assustam os estudantes ameaçando não entregar o diploma de formatura caso este falte no dia da prova.

3. Fornecimento de Bolsas - Os estudantes de melhor desempenho no ENADE receberão incentivos do MEC (ex: bolsas de estudos). Além de avaliar individualmente cada estudante, isso gera uma competitividade entre estes.

4. Desrespeita as diversidades regionais - A prova a ser realizada é única, sendo assim, o estudante da Bahia realizará a mesma prova que o do Paraná, desconsiderando as particularidades sociais, políticas, econômicas e culturais entre estes estados.

5. Avaliação restrita - A avaliação dos estudantes é feita em apenas 1 (um) dia de prova, não levando em conta a vida acadêmicado do estudante e o processo em que este está inserido na Universidade.

6. Punitivo X Propositivo - Ao ser punitivo, o ENADE não fornece uma análise crítica e propositiva para intervenções visando sanar problemas. Universidades com baixas notas no ENADE perdem investimento federal, quando a lógica deveria ser inversa!

7. Financiamento - A avaliação prioriza a regulação e o controle do ensino superior e não o seu financiamento. Dessa maneira, o ENADE não garante a melhoria das condições do ensino público e consequentemente, não visa uma política maior de universidade pública.

8. Imposição - O ENADE foi imposto através de Medida Provisória pelo Governo Federal, não havendo, portanto, participação da sociedade no processo de construção do sistema de avaliação.

9. Desrespeita a complexidade do sistema de ensino superior do Brasil, que deve ser entendido através das sua diversidade de instituições (Universidades, Centros Universitários, Faculdades Isoladas, etc.), cada um com suas particularidades, devendo o MEC legitimar essa diversidade e avaliar de acordo com as especificidades.

10. Centralização do sistema de avaliação - A Comissão responsável pela coordenação e planejamento do exame (CONAES) é composta majoritariamente por representantes do MEC, ou pessoas indicadas por este, havendo apenas 1 (uma) representação discente, 1(uma) representação docente e 1 (uma) representação técnico-adminstrativa. Dessa maneira, o processo de avaliação é centralizador, havendo ausência de critérios para a sua composição que indiquem a participação das Instituiçõesde Ensino Superior e da sociedade civil.

75% do ensino superior brasileiro é privado, e algumas destas instituições particulares realizam cursinhos pré ENADE, para que a instituição conquiste uma boa nota no exame e receba verba federal.

Boicotar o ENADE não significa faltar a prova: Infelizmente, a presença no dia da prova é obrigatória, sendo assim, o boicote se constitui em assinar e deixar a prova em branco, colando ou não o adesivo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Lançamento do livro "Economia e Dialética", da Fundação Lauro Campos, no Comitê Latino Americano, segunda 12/9, ás 18:30.
Distribuição gratutia do livro no local, e fala de abertura sobre a atualidade do marxismo com Roberto Robaina , presidente do PSOL/RS.
Show com Vinícius Borges Braun, Bhia Tabert e Bernardo Corrêa.
Boa leitura e boa música, não perca!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

70 Guarda-chuvas e um impasse...

O sistema educacional chileno é, na verdade, uma enorme cadeia de endividamento geral da sociedade. As mães, pais e os próprios estudantes passam décadas pagando juros a bancos, muito depois de finalizarem seus estudos.

por Joana Salém Vasconcelos

Neste dia 18 de agosto ocorreu mais uma grande marcha em Santiago do Chile, convocada por professores, estudantes secundários e universitários, em defesa da gratuidade na educação pública chilena. Piñera encomendou chuva, e conseguiu neve! Nevou em Santiago durante 30 minutos, no bairro de Las Condes e Vitacura (os bairros mais ricos), enquanto a marcha prosseguia no centro da cidade, debaixo de muita água e de um vento polar. A sensação térmica foi de 3 graus.

Marcha no Chile em 18 de agosto

Mesmo assim, 70 mil pessoas compareceram às ruas para demonstrar sua persistência de lutar por democracia real. Um oceano de guarda-chuvas. Menos faixas, e mais capas plásticas. Uma forte convicção presente: a educação gratuita é uma condição básica da democracia, e o povo chileno não vai desistir de conquistá-la. Igual, prossegue a intransigência brutal do presidente Piñera. Ontem, o Ministro da Educação, Felipe Bulnes, reafirmou a proposta do governo: fiscalizar o lucro, criar uma superintendência responsável pela fiscalização, ampliar bolsas, abaixar os juros. Leia-se: legalizar o lucro, criar um novo órgão burocrático para alojar mais um empresário da educação no governo, criar melhores condições de endividamento dos jovens chilenos. O impasse se aprofunda.

O Financiamento das Universidades

Atualmente, 40% dos estudantes universitários chilenos já não podem pagar suas dívidas. Baixar os juros, afinal, é uma medida necessária para permitir que o endividamento ocorra em condições favoráveis ao credor, do contrário serão dezenas de milhares de moratórias.

Patria es Educación

O sistema de financiamento estatal da universidade chilena é feito de dois modos: direto e indireto. O aporte financeiro direto é o dinheiro que o Estado repassa diretamente às universidades públicas. Esse dinheiro, contudo, representa somente de 30 a 40% do orçamento necessário destas universidades. O resto é “autofinanciado”, ou seja, financiado pelos estudantes. Já o aporte indireto é fornecido pelo Estado para as universidades públicas e privadas, a partir do critério de mérito dos estudantes. São 200 mil estudantes que realizam uma prova nacional, e destes somente os primeiros 27.500 (13%) receberão o aporte. Mas ele é indireto, porque o Estado entrega o dinheiro à universidade, e não diretamente ao estudante. Deste aporte indireto, cerca de 70% se direciona para as universidades públicas e 30% para universidades privadas, que não tem nenhum compromisso de transparência administrativa. O governo Chileno gasta aproximadamente 0,6% do PIB com ensino superior público. Já com educação em geral, somando todos os níveis, gasta cerca de 4% do PIB.

O que é a municipalização da educação no Chile?

A situação é ainda mais injusta com o sistema de municipalização da educação básica, vigente desde 1981. Municipalidad, no Chile, corresponde a bairro. Isso significa que cada bairro é uma unidade orçamentária que financia a educação de um pequeno local. Os bairros de classe alta possuem vastos recursos e pouca demanda de serviços públicos, enquanto os bairros de periferia possuem poucos recursos e uma altíssima demanda destes serviços. A reprodução da desigualdade social, e seu aprofundamento, é perfeitamente garantido por esse sistema, que faz com que nenhum centavo dos ricos circule fora de seus bairros. Ao mesmo tempo, os bairros pobres ficam abandonados à própria sorte, e os professores tem que se virar com recursos escassos para ensinar.

O impasse

A desigualdade educacional chilena chegou ao seu limite. Os secundaristas cantam nas marchas: “Voy repetir, voy repetir!”. Estão dispostos a perder o ano para não pagar mais pela educação. Isso pode significar um colapso parcial do sistema educacional chileno no próximo ano: não haverá novos alunos no ensino médio.

O presidente Piñera é comprometido intensamente com os setores do empresariado da educação, que mais lucram com o atual sistema. Além disso, por suas origens ideológicas comuns com Pinochet, sua postura intransigente é absoluta. Inábil e ditatorial. Não vai ceder, e ponto.

O impasse a que se chega, então é esse: um governo incapaz de avançar um passo na direção das demandas da sociedade; uma sociedade mobilizada, persistente e convicta, que tampouco vai sair das ruas enquanto não receber uma resposta efetiva de mudança. Só resta saber quanto tempo essa corda será tensionada sem arrebentar. A boa notícia é que a sociedade chilena tem a possibilidade de reconquistar a democracia, que desde 1991 está limitada ao direito de votar.


http://diretodochile.juntos.org.br/

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Estado Laico? Presidenta: pare de meter sua opinião religiosa em politicas públicas anti-homofobia!

reproduzido de Mario Frô:

Acordo e leio o excelente post do Leonardo Sakamoto sobre a pesquisa do Ibope afirmando que 55% dos brasileiros são contra a união homoafetiva. Fico me perguntando sobre a utilidade dessa sondagem: será que ela serve para assustar o restante de pouquíssimos homens públicos que ainda não se esqueceu de que o Brasil (ao menos na teoria das leis) é um Estado Laico?

Vejo retrocessos no governo Dilma como a interferência descabida de uma presidenta no andamento de uma política educacional voltada para o respeito à diversidade levada a cabo pela SECAD/MEC. A presidenta, tal qual uma diretora de escola de classe média, pressionada por tevês fundamentalistas, por uma imprensa irresponsável e cínica que dá voz e vez aos homofóbicos (vendendo essa prática como’ liberdade de expressão’), pressionada por uma base fundamentalista de deputados indigentes no Congresso, refreia o processo de elaboração de material pedagógico ‘escola sem homofobia’, afirmando que não permitirá que o governo faça propaganda de ‘opção sexual’ nas escolas.

Vejo, inclusive, deputados e senadores (em teoria eleitos por uma legenda de ‘esquerda’) não apenas fazerem vídeos convocando, mas participando da Marcha para Jesus (megaevento transformado em uma manifestação contra a aprovação do PLC122) como vejo uma militância de esquerda que deveria cobrar compromissos com bandeiras históricas dos partidos, justificando tudo isso como parte de ‘recuos estratégicos’.

Imaginem se no grande embate que este país viveu nas últimas décadas do século XIX tivéssemos Ibope e eles resolvessem perguntar aos poucos cidadãos que tinham o efetivo exercício de cidadania se eram a favor ou contra a abolição da escravatura?

Enquanto eu pensava sobre o texto do Sakamoto, @micaelsilva repassa um link para uma chamada de entrevista da cantora Sandy.

Até a Sandy concorda que anal é coisa séria. http://bit.ly/qWgg6X


Lembrei no ato da bolinha de papel cujo primeiro tweet a respeito também me chegou via @micaelsilva e, de novo, soube que o assunto iria parar nos TTs. Tweetei:

5,4,3,2,1 para o cu da Sandy entrar na TL


E assim como no case bolinha de papel, em pouquíssimo tempo, o ânus da Sandy não apenas foi para os TTs Brasil como tomou o 1º lugar nos TT do Mundo.

Sandy desde que virou garota propaganda da Devassa, a marca de cerveja que adora uma campanha sexista, está repaginando sua imagem de menina doce, ingênua, pura, assexuada, para fêmea fatal e parece ter sucesso no seu intento. Como o ‘Brasil real’, aquele responsável pela maior nação de proctologistas do mundo – fiscais do fiofó alheio -, ao menos por enquanto, vem ganhando adeptos de todas as colorações partidárias, tudo em nome dos votos, dos ‘recuos estratégicos’… Graças a uma fixação anal que nem Freud explica, a promessa de construção de um verdadeiro Estado laico está indo para o saco.

Quanto ao ânus da Sandy e o restante de seu corpo ela faça o que bem entender com ele, é dela e ela tem todo o direito sobre ele. Aos demais 55% do ‘Brasil real’ e aos que por falta de coragem abandonaram a defesa de um Estado Laico, recorro à máxima do meu querido amigo, o ator Bemvindo Sequeira: “vão dar meia hora de rabo”.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Estudantes querem expulsar aluno racista da UFRGS

Desde o início do ano letivo, o estudante de História José Francisco Alff vem defendendo teorias raciais eugênicas, que beiram o nazismo, dentro das salas de aula da UFRGS. Essa postura vem revoltando a comunidade acadêmica, em especial os estudantes, que estão organizando uma série de iniciativas que exigem a expulsão imediata de Alff da Universidade, além de processos externos, que se deram devido às ameaças feitas pelo mesmo a professores do curso e estudantes do CHIST (Centro de Estudantes de História).


Em resposta às agressões racistas

Vera Rosane de Oliveira

É extremamente revoltante, em pleno século XXI, vermos “teorias eugênicas” terem veiculação em espaços produtores de opinião pública, seja na academia (UFRGS) ou em veículos de comunicação de massas. Ao dizer isto, não falo de um lugar monolítico ou em detrimento ao legítimo direito de liberdade de expressão, mas me refiro à defesa patética da concepção de “boa raça”, como sugere a eugenia ao se utilizar de termos como hibridismo e de genocídio racial, expresso por este aluno de 50 anos do curso de história da UFRGS que está causando, com propriedade, repúdio e revolta de seus colegas. Antes de tudo, enfatizo e faço questão de salientar a idade do aluno, para que não venhamos a recair no equívoco de pensar que se trata de um jovem adolescente desinformado. As expressões por ele utilizadas tem um peso histórico para toda e qualquer sociedade.

A expressão Hibridismo nos remete a ideologias racistas como as utilizadas no início do século por cientistas sociais da época; por exemplo, o médico e sociólogo Nina Rodrigues (1862-1906), que ficou famoso especialmente devido às suas teses que defendiam a radical divisão da sociedade entre raças superiores e inferiores, e a ideia de que a miscigenação racial era um dos fatores que não permitiria que o país se desenvolvesse, apresentando “argumentos” como os seguintes [1]:

“A raça negra no Brasil, por maiores que tenham sido os seus incontestes serviços à nossa civilização, por mais justificadas que sejam as simpatias de que a cercou o revoltante abuso da escravidão (...) há de constituir sempre um dos fatores da nossa inferioridade como povo”.

“A constituição orgânica do negro, modelado pelo habitat físico e moral em que se desenvolveu, não comporta uma adaptação à civilização das raças superiores, produtos de meios físicos e culturais diferentes”.


Ou mesmo o historiador Silvio Romero (1851-1914), o qual, inclusive, escreveu o prefácio de Africanos no Brasil, afirmando que “o negro não é só uma máquina econômica; ele é antes de tudo, e malgrado sua ignorância, um objeto de sciencia”.

Assim percebemos que chamar negros e mulatos de híbridos é antes de mais nada um desrespeito, pois não se trata apenas de fazer alusão a um termo científico entre dois organismos vivos. Ao lermos no dicionário de Relações Étnicas e Raciais o termo híbrido vemos que ele desenvolveu-se a partir de origens biológicas e botânicas, contudo, tornou-se um termo-chave na crítica cultural contemporânea. Se formos à etimologia da palavra, no latim hybrida significa originalmente o cruzamento de uma porca mansa com um javali selvagem... É a isto que este aluno respeitosamente denomina os “pardos, mulatos”? Isto é científico ou racista?

Outro elemento que me deixa perplexa é a comparação que senhor Alff faz da relação interracial ou a miscigenação com o genocídio. Dei-me o trabalho de mais uma vez voltar ao dicionário de Relações Étnico-Raciais e buscar saber a origem e significado do termo genocídio, pois cheguei a pensar que este aluno talvez desejasse falar dos 150 jovens negros que morrem assassinados a cada dia em nosso país, como diz o documentário Falcão: Meninos do tráfico. No entanto, ao ver que a etimologia do termo combina do grego a palavra genos (grupo, tribo) com latim cide (matar) e que, em 1944, o jurista Raphael Lemkin buscou consubstanciar as práticas e políticas de extermínios das nações e grupos étnicos, utilizados pelo Terceiro Reich, como genocídio [...] e ainda que, o genocídio é considerado crime perante as leis internacionais, condenadas pelo mundo civilizado e cujos autores e cúmplices são passíveis de punição; realmente, não consigo aceitar que um ser racional consiga dizer que “o interracialismo é uma forma de genocídio, ainda que involuntariamente”, a menos que se esteja perante alguém que realmente acredite que existam raças/pessoas superiores ou inferiores.

Não se trata aqui de uma defesa desenfreada pelas cotas em um momento ímpar vivido pela sociedade brasileira pós-declarações racistas e homofóbicas do “Senhor Deputado” Bossonaro ou mesmo posterior aprovação do malfadado Estatuto da Igualdade Racial, que retira do corpo do texto aprovado a obrigatoriedade das cotas e de todo e qualquer termo que faça o país lembrar sua herança escravocrata e racista. Como se ao não estar escrito ninguém saberá ou lembrará que a Sociedade Brasileira se constituiu através da herança escravocrata e que o racismo é uma prática e realidade no Brasil e no Mundo.

Antes de tudo, trata-se de dizer em alto e bom tom que a luta e resistência dos negros e negras em nosso país não se refreará diante dos racistas de plantão, sejam eles governantes, deputados, alunos, teóricos ou cientificistas, pois como diz o poema de Bertolt Brecht – “De quem depende que a opressão prossiga? De nós, De quem depende que ela acabe? Também de nós.”

Vera Rosane de Oliveira é servidora da Universidade Federal do Rio Grade do Sul (UFRGS) e militante do Quilombo Raça e Classe da CSP-Conlutas

terça-feira, 21 de junho de 2011

Zero Hora tenta desorganizar o Movimento Estudantil

Reproduzo artigo do jornalista Alexandre haubrich, do site Jornalismo B.

No início deste ano, a presidenta recém empossada Dilma Rousseff foi muito criticada – inclusive aqui – por comparecer à festa de aniversário da Folha de S. Paulo, que tanto a atacou durante a campanha eleitoral. Na última semana, o mesmo problema se repetiu em outra esfera da política: o movimento estudantil.


Desde a década de 1990 o DCE da PUCRS é controlado pelo mesmo grupo político, e isso se arrasta com a conivência do Ministério Público e da Reitoria da universidade e sem nenhuma crítica por parte do Grupo RBS, que controla a comunicação no Rio Grande do Sul. Com o início de manifestações que parecem estar levando a um novo momento por lá, o jornal Zero Hora teve que fazer alguma cobertura, e a fez igualando os dois grupos: a máfia do DCE e os estudantes que lutam por democracia no Diretório. Esse tema foi tratado em um post do Jornalismo B na última semana. Pois no mesmo dia representantes dos manifestantes iam ao programa Conversas Cruzadas, da TVCOM (outra emissora do Grupo RBS), legitimar a atuação desse Grupo contra o próprio movimento estudantil combativo. Uma coisa meio mulher de malandro, que vai chorar a surra para o amigo do marido, aquele mesmo que segurou os braços dela enquanto o marido batia.


Pois o espancamento continuou. O apresentador do Conversas Cruzadas ajudou a desmontar os argumentos das opositoras ao DCE, e, no último domingo, mais um golpe: duas páginas de reportagem em Zero Hora sobre “a falência do movimento estudantil”. Já na contracapa do jornal, “Referência de luta em momentos cruciais da história do país, os grupos ligados a diretórios universitários reproduzem hoje algumas das piores práticas dos partidos, como visto ao longo da semana em tumultos na PUCRS”. Viram? A luta de centenas de estudantes da PUCRS em defesa de outros estudantes passados e futuros contra a continuidade dos quase 20 anos de ditadura estudantil é “tumulto” que “reproduz algumas das piores práticas dos partidos”.


Os dois textos das páginas 6 e 8 reduzem o movimento estudantil a uma eterna “briga por poder” apartada da sociedade, voltada apenas para interesses partidários. Os autores do manifesto anti-organização estudantil são Carlos André Moreira e Elton Werb. O título: “Movimento estudantil escorrega na baixaria”. O primeiro parágrafo: “Referência nas lutas sociais e políticas do país, o movimento estudantil foi notícia nos últimos meses por troca de acusações, episódios de violência e um festival de baixarias”.


Não vale a pena reproduzir mais trechos, mas o conjunto da reportagem demonstra um total desconhecimento e alienação frente à realidade do movimento estudantil. O caminho da matéria é a construção do descrédito sobre mais um espaço de participação política. Da mesma forma como ao longo de muitos anos a mídia dominante cria descrédito sobre a classe política como forma de afastar o povo das instâncias de decisão e participação, Zero Hora tenta colocar no mesmo saco pessoas e organizações que fazem do movimento estudantil uma forma de encher os bolsos e legitimar sua truculência e pessoas e organizações que fazem do movimento estudantil uma forma de luta política democrática legítima.


Sem aprofundar as contradições próprias da disputa política que, obviamente, estão presentes em um movimento político como o estudantil, a reportagem se mostra alienada e alienante. Fecha os olhos e tenta tapar os ouvidos do leitor. Torna raso um tema complexo e amplo, cria ou alimenta estereótipos e preconceitos, esvazia o conteúdo político da luta de milhares de estudantes espalhados por todo o país.


Em recente entrevista ao Jornalismo B, falando sobre a imagem que a mídia tenta criar do poder legislativo, o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), disse algo que se aplica também a esse caso: “Eu tenho a opinião de que um setor grande dos meios de comunicação tem um forte projeto pra desqualificação do poder parlamentar e representativo. Quanto mais desqualificado for esse poder, melhor pra quem tem um outro poder”. Desqualificar todas as formas de atuação e organização política é uma forma inteligente e desonesta de manter sua hegemonia e a dominação das elites políticas e econômicas, que precisam ter o povo afastado das lutas sociais para manter sua prática opressiva e alienante.


* Nas fotos, dois momentos recentes do Movimento Estudantil gaúcho: a luta contra a máfia do DCE da PUCRS e a Marcha da Liberdade em Porto Alegre.


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Fotos: Carina Kunze

sábado, 18 de junho de 2011

Marcha da Liberdade em Porto Alegre


Centenas de jovens reuniram-se na tarde de hoje na capital do RS para se manifestar contra todas as forças de opressão e a favor da liberdade.

A Marcha da Liberdade, que aconteceu simultaneamente em outras cidades do Rs e do Brasil, e que juntou-se no caso de Porto Alegre com a Marcha das Vadias, teve ponto de encontro no parque da Redenção ás 15h. A Marcha caminhou pela Av. João Pessoas, passando pela Salgado Filho, com parada na Esquina Democrática, e final em frente a Prefeitura de Porto Alegre.

Os diferentes cartazes mostravam em seus dizeres as diversas bandeiras que mobilizam a juventude, preocupada em construir um futuro diferente do eminente na sociedade atual.

Contra a corrupção, pela liberdade de expressão, pela legalização da maconha, contra machismo, violência, homofobia e racismo. Na defesa do meio ambiente, dos direitos dos trabalhadores, contra o monopólio das mídias e qualquer tipo de cenrura, preconceito ou opressão. Esses foram os principais temas colocados pelos manifestantes durante o evento.


A autonomia e a liberdade no movimento estudantil foram pautas frequentes na manifestação, visto a luta que os estudantes da PUCRS vem travando contra a máfia do DCE, instalada a mais de 20 anos na instituição, e que atualmente está em vias de cair graças ao forte empenho do Movimento 89 de Junho.



Sigam a luta!

Para ver mais fotos da Marcha da Liberdade em Porto Alegre acesse :http://www.facebook.com/media/set/?set=a.138395319569133.35234.100001959985669

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A atual situação do DCE da PUCRS

Muitas vezes na história das lutas contra a máfia do DCE da PUCRS houve momentos em que até parecia que os rapazinhos machistas, agora conhecidos nacionalmente, estavam dispostos ao diálogo democrático para acertar as contas com a oposição.
Estavam mentindo em todas as vezes.
Digo isso no começo deste post por que abaixo está o último boletim enviado pela comissão de comunicação do Movimento 89 de junho.

Acho importante dizer isso para que o movimento não pare com as mobilizações por achar que as conversas e reuniões com o DCE irão resolver todos os problemas de 22 anos de lutas.

O diálogo é a chave, mas a mobilização é o pé de cabra que vai abrir as portas do DCE para os estudantes, e não podemos abrir mão desta ferramenta!

Devemos estar em mobilização permanente até que as demandas sejam atendidas!


Qual o estopim de toda mobilização?

No dia 08 de junho, duas estudantes tentaram inscrever suas respectivas chapas para eleição de delegados para o 52º Conune (Congresso Nacional dos Estudantes da UNE). O DCE da PUCRS, que também é comissão eleitoral, impugnou as chapas sem dar nenhuma explicação. As estudantes ao pedirem justificativas foram agredidas. Nesse mesmo dia, como forma de protesto, 15 universitários acamparam em frente a sede do DCE para exigir a inscrição das chapas. No dia seguinte, muitos estudantes da PUC realizaram uma manifestação em defesa da democracia, os membros do DCE jogaram gás de pimenta contra os manifestantes. Neste dia foi criado o movimento 89 de junho (8 e 9 datas que tudo começou), agregando estudantes da PUCRS de diversos cursos.
Já na sexta-feira (10/06) decidiram tirar o acampamento e fazer novos protestos na semana seguinte. Na segunda-feira (13/06) o DCE decidiu fazer as eleições mesmo assim, de forma antidemocrática, com apenas uma urna, sendo que existe quórum mínimo de participação dos estudantes de 5% do total dos matriculados na Universidade. Ao descobrirem que na cédula de votação continham duas chapas, algumas estudantes foram na noite desse mesmo dia até a sede provisória do DCE no prédio 15. Ao chegarem lá solicitaram as nominatas das chapas, já que no edital exigia 52 nomes e não havia nenhum panfleto de ambas as chapas na Universidade. Queriam, também, saber as propostas das chapas. A resposta do DCE, com a conivência da PUCRS, foi trancar as meninas dentro da sala, apagarem as luzes e agredirem elas fisicamente.
Ao longo desse processo de mobilizações, muitos estudantes descontentes com a atual gestão do DCE começaram a fazer parte das mobilizações e passaram a reivindicar eleições democráticas para o DCE imediatamente. Agora o movimento 89 de junho espera que sejam realizadas eleições de fato democráticas na PUCRS, com ampla divulgação, urna eletrônica e todos os mecanismos que uma eleição séria precisa.

Quem é o DCE da PUCRS atualmente?

O DCE da PUCRS é controlado há mais de 20 anos por um grupo político do PDT, liderado pelo vereador Mauro Zacher, que inclusive já foi Presidente do DCE. Perpetuam-se no comando da entidade através de fraudes eleitorais, escondendo o processo eleitoral com editais afixados apenas dentro da sede do DCE, com ameaças e agressões a qualquer estudante de oposição. Conseguem tudo isso com respaldo da Reitoria, com a qual mantem uma relação de atrelamento total. Os membros do DCE são estudantes profissionais. Ganham da Reitoria isenção total da mensalidade, matriculam-se em vários cursos que não se formam e usam do DCE para benefício próprio, como o acordo para não pagarem estacionamento. Há indícios de uso do dinheiro para financiamento de campanhas eleitorais, pois os membros do DCE são os maiores doadores de campanha de Zacher, sendo que não possuem patrimônio declarado que justifique as doações de milhares de reais. E, vários membros de gestões passadas e da atual trabalham ou trabalharam no gabinete do Zacher.


Afinal, pra que serve um DCE?

Na PUCRS, os estudantes não sabem a verdadeira função de um DCE, já que o atual desvirtuou completamente o papel da entidade. O DCE serve para representar e defender o interesse dos estudantes da PUCRS. Quando o valor da mensalidade sobe de forma abusiva, quando precisamos de apoio aos estudantes como cotas de xérox e de impressão (que existem em várias PUC’s por todo o Brasil), para defender um Restaurante Universitário a baixos preços e principalmente pela qualidade de ensino. O DCE deve promover ações de integração dos estudantes, como eventos culturais, palestras, debates, simpósios, conferências. Deve até mesmo promover campeonatos esportivos e festas de integração. Mas, principalmente, deve ser o órgão de defesa dos estudantes, independente da Reitoria de fato. Hoje o que vemos é um DCE fechado para um grupo de cerca de 15 pessoas, com muitos privilégios, atrelado a Reitoria e que agride, ameaça outros colegas e não passa de uma fábrica de carteirinhas escolares e sala pra esses 15 jogarem PlayStation.

E como está a negociação?

O Movimento 89 de Junho busca o diálogo em primeiro lugar. Todas as manifestações foram decorrentes da intransigência do DCE e da Reitoria da PUCRS. No dia 15 de junho, aconteceu a primeira reunião entre o Movimento, Reitoria e DCE, mediados por uma comissão de vereadores e deputados estaduais. O movimento apresentou cinco pautas. As principais eram eleições livres e transparentes para o DCE imediatamente, auditoria financeira da entidade (já que nunca prestaram contas) e expulsão dos membros do DCE que agrediram colegas dentro do Campus duas vezes em uma semana.

A postura arrogante do DCE foi neutralizada pela força da mobilização. Foram obrigados a recuar e aceitaram eleições livres, com urnas eletrônicas do TRE e com observação de entidades como Ministério Público, OAB, Ajuris, além da Câmara de Vereadores de Porto Alegre e da Assembleia Legislativa. Entretanto, não concordaram com o calendário que prevê eleições para setembro de 2011. Sexta-feira, dia 17 de junho, às 11h, terá a próxima reunião para o DCE responder sobre a data da eleição.

A União Nacional dos Estudantes já anulou a eleição fraudulenta promovida pelo DCE da PUCRS, para delegados ao 52º Congresso da UNE. A PUCRS é a única Universidade no Brasil que foi necessária intervenção da organização nacional do Congresso. A eleição se realizará em calendário que será definido neste fim de semana. Apesar do pouco tempo para a campanha, será a primeira eleição democrática da UNE na PUCRS depois de mais de uma década.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mulheres do PSOL criam Moção de Repúdio ao DCE da PUCRS


Moção de repúdio à truculência e machismo do DCE PUCRS durante as eleições de tiragem de delegados do 52º CONUNE

Nesta última segunda-feira, dia 13 de junho, presenciamos, durante as eleições do 52º Congresso da UNE na PUCRS, cenas de violência, machismo e banditismo. Cenas indignas de um movimento estudantil! Quando duas militantes do movimento estudantil da universidade foram questionar novamente a lisura das eleições realizadas pelo Diretório Central dos Estudantes da PUCRS, foram brutalmente agredidas por membros da gestão desta entidade, sendo uma delas inclusive agredida sexualmente.

A atual gestão do DCE da PUCRS é ligada ao vereador Mauro Zacher do PDT-RS e não é de hoje que este grupo político se utiliza de violência para coagir estudantes da oposição, sendo que, em 2004, uma subcomissão da ALERGS concluiu que: “(1) as eleições para os centros acadêmicos e diretório central dos estudantes da PUCRS não são livres e democráticas (2) existem indícios de que a Reitoria da PUCRS interfere nas entidades de representação estudantil (3) existe, por parte da Reitoria da PUCRS, censura prévia às manifestações estudantis (4) a contribuição compulsória é uma das fontes de sustentação financeira do DCE da PUCRS (5) existem indícios de que as bolsas estudantis são usadas politicamente para coptação e neutralização dos estudantes e (6) existem indícios de ação em quadrilha, configurada pela prática de ameaças, violência e coação física contra estudantes. A lembrança do assassinato do estudante Fábio Borba tem sido usada sistematicamente como meio de intimidação dos estudantes. É fundamental investigar profundamente este homicídio, ainda não esclarecido”(Fragmento do Relatório da Comissão de Direitos Humanos, p. 17, 2005 – http://www.al.rs.gov.br/download/SubDCE_PUCRS/Relatorio_Subcomissao_PUCRS.pdf).

Agora, em 2011, vemos novamente este mesmo grupo político agredir sistematicamente estudantes da oposição, principalmente as mulheres, ameaçando-as de estupro e culminando já em algumas agressões físicas a elas. As imagens exibidas pela internet na última terça-feira (link do vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=ETjOIS5ldkc) mostram claramente a ação misógina dos integrantes do DCE PUCRS contra as militantes Paola Piumato e Tábata Silveira, desligando as luzes da sala da entidade no mesmo momento em que a estudante Paola começa a gritar pedindo socorro e outros estudantes são impedidos de entrar na sala para ajudá-las. Essa situação é mais um episódio de uma longa e repugnante história que mancha esse Diretório.
A violência contra mulher deve ser combatida em todas as esferas da nossa sociedade e não pode ser usada como arma política para coagir e oprimir a militância estudantil. As cenas das camaradas sendo arrastadas para fora da sala do DCE PUCRS e, anteriormente, os gritos da companheira Paola Piumato pedindo ajuda, nos remetem às centenas de mulheres agredidas diariamente em nosso país, como se, pelo simples fato de sermos mulheres, não tivéssemos o direito de contestar ou nos opormos aos desmandos da truculência e do banditismo de estudantes sexistas.

Não é a primeira vez este ano que os membros do DCE PUCRS coagem e agridem militantes mulheres nesta universidade. Na semana passada, mais 3 camaradas foram agredidas por contestar a lisura do processo eleitoral de tiragem de delegados do 52º Congresso da UNE.
Nós do PSOL sabemos que vivemos em uma sociedade patriarcal e capitalista, e, para nós, é fundamental o combate ao machismo para a construção de uma sociedade socialista. É inconcebível que correligionários do PDT, partido que lutou contra a ditadura militar e pela redemocratização do país, se utilizem de métodos comparáveis aos torturadores militares. Reiteramos nossa solidariedade aos estudantes da PUC/RS que se encontram em longa jornada de lutas contra a ditadura ali imposta pela reitoria e pelo DCE , mas, principalmente, nossa solidariedade às militantes mulheres agredidas por não abaixarem a cabeça frente ao totalitarismo engendrado nesta universidade e em tantas outras país afora.

Hoje, somos todas Paolas e Tábatas, pois não nos calaremos frente aos abusos e agressões advindos da violência machista presente em nosso país. É necessário que a PUC/RS garanta a integridade física e psicológica das militantes, não compactuando mais ainda com os desmandos do Diretório Central dos Estudantes. A sociedade gaúcha e brasileira não pode se calar frente à demonstração explícita de descaso e subjugação das mulheres, pois as cenas acontecidas na PUCRS são de violência recorrentes a todas as mulheres brasileiras.

O FEMINISMO NUNCA MATOU NINGUÉM, O MACHISMO MATA TODOS OS DIAS!
PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!
PROTEÇÃO A TODAS AS MULHERES AGREDIDAS PELO DCE PUCRS!
PELA PUNIÇÃO DOS AGRESSORES DA PUC/RS!
UMA OUTRA GESTÃO DIGNA PARA O DCE PUCRS!

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